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Um adolescente coisificando coisas de adultos

By: Rúben de Matos

Um adolescente coisificando coisas de adultos

By: Rúben de Matos

Desafio: Recordar é viver!

O desafio foi-me lançado pela Marta- o meu canto.... O objetivo: recordar momentos da nossa infância. Vou recordar um momento, que não foi há muito tempo, foi há mais ou menos três anos. O momento: quando gravei um programa de televisão.

 

Num dia de calor, com o sol a brilhar, intensamente, a minha turma estava eufórica para receber os desejados testes de ciências. Toca para a entrada e a euforia mantém-se. Sentamo-nos nos habituais lugares, e a professora começa a entregar os famosos testes.
-Uau, nem acredito, tive Satisfaz Bem.- Disse eu todo eufórico.
-Ufa, já não estou nervoso!
Pensava, que tudo já tinha acabado, mas de repente, a “stora”, disse que os alunos que tinham tido as melhores notas da turma, tinham que comparecer, no dia seguinte, às 14h20mn, na sala B4, pois ia haver um casting, a nível interno, para escolher quem ia representar, a escola, a nível nacional, no exploratório de Coimbra. Quem fosse escolhido no exploratório, ia fazer um programa de televisão. Os melhores alunos, ainda ficaram mais eufóricos. Pensar, que se podia aparecer na televisão, era uma euforia. Eu admito, fiquei mais nervoso, do que eufórico.
Os ponteiros dos relógios, marcavam as 14h20mn e o nervosismo e ao mesmo tempo euforia, corria no sangue dos participantes. De repente, observamos que uma professora, se aproximava, para comunicar que ia dar início aos castings. Boa sorte, dissemos uns para os outros.
Os minutos passavam, e nunca mais chegava a minha vez.
-Rúben Matos, é a tua vez.- Disse a professora, com um sorriso nos lábios.
Entrei na sala, e os jurados apresentaram-se. De seguida deram-me uma folha de papel, com um texto, e disseram para eu ler aquele texto, com toda a expressividade, que tivesse.
- Ufa, ainda bem que o casting já terminou.- Disse eu para dentro, pensativo.
Passados alguns minutos, novamente a professora, nos chama para comunicar que podemos entrar na sala, para sabermos os resultados.
-Os meninos que passaram para o próximo casting interno foram: X, Rúben Matos, Y, Z e B. Estes cinco meninos, devem comparecer novamente nesta sala na próxima quarta- feira no mesmo horário, pois vamos escolher os dois melhores alunos, para representar a nossa escola, a nível externo. Esperamo-los aqui mais uma vez.- disse um jurado.
Despedimo-nos, e o meu sentimento de felicidade, despertou-se à frente dos meus colegas, quando lhes disse, que tinha sido um dos escolhidos, no casting.
Os meus colegas entusiasmados deram-me os parabéns.
A semana passou e continuávamos naquela de quem iria representar a escola no exploratório de Coimbra.
Chegou o grande dia, e desta vez estávamos reduzidos a apenas cinco concorrentes.
Depois, veio a mesma professora, comunicar que ia dar início aos castings.
Depois de todos realizarem os castings, incluindo eu, a professora chamou-nos para nós darmos entrada na sala, para saber quem ia representar a escola a nível nacional.
-E os dois concorrentes a representarem a nossa escola são: o Rúben Matos em primeiro lugar, e a X em segundo lugar.
-Não acredito !- disse eu.
De repente começo a chorar de alegria, pois ir representar a minha escola a nível nacional é uma grande responsabilidade.
Depois de longos e duros ensaios, chegou o dia, o dia em que eu e a minha colega íamos fazer uma experiência à frente de mais de 50 pessoas.
Chegámos a Coimbra, e de seguida fomos almoçar.
O relógio batia as 15h da tarde, e chamaram-nos.
Realizaram-se as outras experiências, e chegou a nossa vez.
Fiz tudo o que tinha de fazer, e passados alguns minutos anunciaram os vencedores, e eu era um deles.
O prémio era gravar um programa de televisão.
E assim foi.
Depois de longos ensaios, a ensaiar, o texto a dicção, entre outras.
No dia marcado, eu , a minha mãe e duas professoras da escola, partimos para Coimbra, onde iriam ser as gravações.
Quando lá chegámos, percebemos que as gravações não iam ser no exploratório, mas sim nos estúdios da produtora em Condeixa.
Chegámos aos estúdios e começámos a gravar as várias experiências. Fizemos pausas, mas foram  poucas as que fizemos .
Parámos, recomeçámos, p a r á m o s , r e c o m e ç á m o s, isto tudo numa autentica roda viva.
Estar numa escola e de repente gravar um programa de televisão é um grande avanço.
E ainda não sabem da melhor, decorar um texto com quatro páginas em uma semana, parece um pouco complicado ,mas nada que não se tenha resolvido, com esforço, dedicação, pois sentia que tinha de mostrar a toda a gente que era bem melhor do que pensavam, pois chegar até ali, não é para qualquer um.
Estar junto de um realizador, premiado e uma produtora premiada, é muito bom, pois não só sabemos que trabalhamos bem, mas saber que o resultado vai ser glorioso, ainda é melhor.
Depois de um longo dia de gravações seguimos para o hotel, onde dormi.
A pensar que as gravações já terminaram, de repente dizem-me que temos de gravar um episódio em conjunto, onde vai haver uma espécie de engenhoca.
Mas não sabem da outra. Ainda me disseram que tinha de gravar no experimentário , a mexer num quit de astronomia.
Terminámos as gravações, e no dia 2 de janeiro de 2013, ver o resultado final ainda foi melhor, pois saber que todas as pessoas de que eu gosto me estavam a ver e outras até que eu não conheço, dava-me um pouco de nervosismo.
Mas o que me marcou mais foi poder ver os meus outros colegas de outras escolas, a fazerem o mesmo que eu, mas com outras experiências.

E vocês, porque não recordam momentos da vossa infância?

Cherry

Miss Ana

Por exemplo a mente

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