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Um adolescente coisificando coisas de adultos

By: Rúben de Matos

Um adolescente coisificando coisas de adultos

By: Rúben de Matos

A propósito do clássico: Porque será que os portugueses têm a mania de relembrar as coisas más?

Dia de Clássico, é certo e sabido que não se fala de mais nada a não ser de futebol. O futebol é uma das imagens de marca do quotidiano português, há quem o adore, há quem o odeie. Mas o propósito deste post não é falar do clássico de hoje, nem pouco mais ou menos. Bem pelo contrário: este post é completamente isento de clubismos, de preferências.

Mais uma vez, assim como em muitos outros dérbis, o tema dominante não foi única e exclusivamente o futebol. Mais uma vez os confrontos entre adeptos vieram à tona. Sete adeptos do Sporting Clube de Portugal foram feridos juntos ao Estádio da Luz. Será que é possível um clássico de futebol ser lembrado apenas pelo futebol nú e crú, ou será que as agressões têm sempre que ser as imagens de marca de um jogo de futebol? É muito díficil assistir e vibrar com um jogo de futebol apenas pela sua execução? Será que os Portugueses não conseguem confraternizar sem confrontos? Neste caso, segundo consta, os confrontos foram entre adeptos do Sporting. Mas será muito difícil assistir a um jogo de futebol civilizadamente, sem picardias?

A propósito, esta incapacidade dos portugueses em conviver, independentemente das diferenças existentes, levou-me a refletir sobre mais uma coisa: Porque será que os Portugueses têm a mania de reter na memória, de relembrar mais tarde as coisas más, e não as coisas boas. Olhando para um exemplo bastante recente: o fenómeno Maria Leal. Porque é que só se fala das coisas más no panorama musical Português, e não se fala dos fantásticos e incríveis músicos da nossa praça, que na maior parte dos casos não têm meios para divulgar o seu talento, talento esse muito maior do que muitos dos músicos da ribalta? Sinceramente, isto é uma das coisas que mais confusão me faz. Será que para ter sucesso preciso de ser uma podridão? Será que só os verdadeiramente maus é que triunfam, e os verdadeiramente bons ficam pelo caminho.

Infelizmente, cada vez mais acredito nisso, mas tenho esperança que num futuro próximo isso venha a ser alterado, e que todas as coisas boas que aconteceram no nosso país e no mundo possam ser mais vezes relembradas do que as coisas más. E sim, posso incluír esse desejo na minha lista para o ano de 2017, quase aí à porta.

 

Rúben de Matos, 11/12/2016

 

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